terça-feira, 11 de setembro de 2012

SÓ PARA PAIS...


... QUE TÊM FILHOS NO JARDIM DE INFÂNCIA

1.« Proibido insultar o jardim-de-infância chamando-lhe “escolinha”. Em primeiro lugar, porque é uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com Aprender.
2. É proibido que os pais imaginem que o jardim-de-infância serve para aprender a ler e contar. Ele é útil para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã ao chegar.
3. O jardim-de-infância assusta as crianças sempre que os pais – como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim-de-infância - lhes repetem: ” Hoje vai correr tudo bem!”
4. Os pais estão proibidos de despedir-se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoço deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.
5. É proibido que as crianças vão dia-sim dia-não ao jardim-de-infância. E que vão, simplesmente, quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão ” só porque sim”. O jardim-de-infância não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo.
6. No jardim-de-infância não é obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é nada mau que uma criança se baralhe e chame pai/mãe ao educador/a (ou vice-versa).

7. Os pais estão obrigados a estar a horas quando se trata duma criança regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas especiais.

8. Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim-de-infância. Mas estão autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até, mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim-de-infância só se abra para eles durante as festas.
9. O jardim-de-infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um jardim-de-infância.
10. Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins-de-infância!»
Eduardo Sá

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Para começar bem o dia...



BOM DIA!

Ás seis da manhã
Canta o galo gordo
Aparece o sol
E depois acordo
Lavo bem os dentes
Digo olá aos gatos
Visto-me depressa
Calço os meus sapatos
O pequeno-almoço
Já está na cozinha
Leite como eu gosto
Pão com manteiguinha
Já entro na escola
Cheio de alegria
Vou-me divertir "Bom-dia, bom-dia"

(Inês Pupo - Gonçalo Pratas)

domingo, 9 de setembro de 2012

Vamos para o Jardim de Infância II


 ADAPTAÇÃO AO JARDIM DE INFÂNCIA

O seu filho já está no Jardim de Infância. É um período difícil para ele e para si. Para ele, porque está a viver situações novas e não se sente ainda seguro. Para si, porque tem muitos medos: que não se sinta bem, que o tratem mal, que não coma, ....
  •  Tente acalmar-se pensando que estar no Jardim de Infância vai ser bom para ele. A criança sente a sua preocupação mesmo que tente não a mostrar. Se sente que a mãe ou o pai têm medo, o seu medo aumenta. Faça tudo para não ficar muito preocupado.
  •  Se está muito ansioso telefone para a Educadora quando quiser. Ela vai apreciar o seu interesse e vai dar-lhe as informações que o vão sossegar.
  • A criança não fica bem no Jardim de Infância de um momento  para o outro. Pode começar a ir com gosto ou facilidade e depois entrar num período em que quer ficar em casa, chora, resiste. Não pense que está tudo perdido. Sejafirme, tente saber o que se está a passar e dê-lhe muito carinho.
  • Deixe a criança levar para a escola alguma coisa que seja importante para ela ou de que goste muito. Assim fará a ligação entre a casa e a escola e vai sentir-se mais segura.
  • Nunca deixe a criança à porta do Jardim de Infância. Entregue-a diariamente à Educadora ou à pessoa que está encarregada de receber os meninos.
  • Faça os possíveis para que a seu filho saia sempre à mesma hora, isto é, que a pessoa que o vai buscar não se atrase. Se por alguma razão num dia especial tenha que ir a outra hora, avise-o com antecedência ou telefone à Educadora para o avisar. Poucas coisas são tão difíceis parauma criança que ver sair os outros meninos e o pai ou a mãe não aparecerem.
  • Esteja ao mesmo tempo atento ao que se vai passando: contacte(ou peça à pessoa que o leva ) todos os dias com a Educadora para saber como as coisas vão correndo.
  • Converse todos os dias com a criança sobre a sua “escolinha”: o que fez, o que aconteceu. Há ocasiões em que a criança não quer falar disto — não responde, muda de conversa; se assim for, não force, verifique junto da Educadora se tudo parece correr bem e vá tentando conversar sobre o assunto, com cuidado.
  •  Diga à Educadora as coisas que lhe parece que é importante ela saber: como a criança se sente, o que ela conta sobre a escola, e quaisquer acontecimentos que a possam ter influenciado. Oiça o que ela tem para lhe dizer.
  • Se o seu filho levar para casa trabalhos que fez na escola, diga-lhe que são muito bonitos e ponha-os bem à vista, se possível numa parede. Peça - lhe para lhe ensinar as cantigas, os jogos e as histórias novos que for aprendendo.
Extraído do Guia de Pais "Os meninos e o Jardim de Infância Sugestões aos Pais Imigrantes"
Editor: Secretariado Coordenador dos Programas de Educação Multicultural
Autora: Maria Helena Noronha

Vamos para o Jardim de Infância I


 PREPARAR A ENTRADA NO JARDIM DE INFÂNCIA

Não é fácil, para qualquer criança, sair da sua casa, do ambiente que tem tido à sua volta desde que nasceu, e entrar para um Jardim de Infância onde não estão as pessoas de quem gosta e onde tudo é diferente. É, portanto, necessário prepará-la com cuidado.Três preocupações devem estar presentes, nesta preparação:
  • Apresentar o Jardim de Infância como uma “coisa boa”,
  • Procurar que a criança vá estabelecendo contacto com ele antes da sua entrada “a sério”,
  • Compreender a dificuldade que sente e dar-lhe apoio para a resolver.
       Assim:
  • Comece desde cedo a falar com a criança sobre um sítio onde poderá brincar, aprender a fazer coisas bonitas, aprender cantigas, histórias e muitas outras coisas que a vão ajudar a crescer.
  • Mostre meninos do bairro a ir para a sua “escolinha”e, se tem vizinhos com filhos que frequentam uma, fale com eles sobre ela, na presença do seu filho.
  • Leve o seu filho,(ou peça à pessoa que costuma ficar com ele para o levar) as vezes que puder, ao Jardim de Infância que tiver escolhido, depois de ter falado com a Educadora e ela o ter autorizado.
  • Deixe-o ir para o colo da Educadora, pegar nos brinquedos, estar com as outras crianças, assistir, se for possível, a algumas actividades.
  • Se a Educadora consentir e, se achar que ele está interessado edivertido, diga que vai a algum sítio mas que vai voltar depressa e, se ele concordar, deixe-o sem a sua presença por algum tempo ( não desapareça sem o avisar e não saia se ele não quiser).
  • Responda a todas as perguntas que a criança faça sobre o Jardim de Infância e, se não souber responder, volte lá com ele para perguntar à Educadora e, eventualmente, aos outros meninos.
  • Nunca apresente a ida para o Jardim de Infância como um castigo “por se portar mal”.
  • Se ele disser que não quer ir, diga-lhe simplesmente que sabe que é difícil, mas que, quando for um pouco mais crescido com certeza que há-de querer e vai gostar. No início do ano lectivo a criança já deverá estar preparada para aceitar o Jardim de Infância.
  • Na véspera, converse sobre o assunto e faça com ele os preparativos — que roupa vai vestir, se quer levar alguma coisa de que goste.
  • No dia da sua entrada mostre firmeza e dê-lhe carinho. Leve-o pela mão, ou ao colo, como lhe parecer que é melhor para ele. Passe-o do seu colo para o colo da Educadora ou da sua mão para a mão da Educadora e diga-lhe que virá buscá-lo à saída.
  • Nos primeiros dias tenha o maior cuidado quando entregar a criança. Entre com ele e deixe-o com a Educadora ou a auxiliar.
  •  Combine com a criança o momento em que a vai buscar — antes do almoço, depois do almoço, depois de dormir, depois do lanche... E tenha o cuidado de cumprir o que combinou.
  • Dê à Educadora o seu contacto telefónico e peça o do Jardim de Infância.
 Extraído do Guia de Pais "Os meninos e o Jardim de Infância Sugestões aos Pais Imigrantes"
Editor: Secretariado Coordenador dos Programas de Educação Multicultural
Autora: Maria Helena Noronha

domingo, 15 de julho de 2012

Aquarela



Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva,
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul,
Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul.
Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo,
E se a gente quiser ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra consigo passar num segundo,
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.

Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá.

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá).
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá).
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).


(fonte: site oficial) 

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